quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Os 7 Estágios da Cura Emocional

por Jelaila Starr

Como limpar as emoções negativas em seu corpo é um processo que a maioria de nós nunca foi ensinada a realizar. A sociedade não dá muita credibilidade a este trabalho. Conseqüentemente, quando tentamos limpar, por não sabermos os estágios pelos quais as pessoas passam para liberar emoções dolorosas, ficamos sem saber como sair do lugar. Para muitos, isto leva a um sentimento de frustração e simplesmente desistem. Mas, quando desistimos, pagamos um preço. Quando os conflitos permanecem irresolvidos, as emoções associadas a eles permanecem, criando um desequilíbrio energético no corpo a nível físico que nos leva às doenças. A nível mental, podem criar desordem bipolar e em alguns casos, depressão. No nível emocional, nos levam a tanto agir de formas destrutivas como a fúria, ou de forma dissimulada, usando comportamentos agressivos/passivos. Todas estas coisas são destrutivas para nosso relacionamento pessoal com nossa Criança Interior e nos nossos relacionamentos com os outros.

Os 7 Estágios da Cura Emocional são dados como um roteiro para auxiliá-los a navegar pelas fases de limpeza que cada pessoa experimentará a fim de curar total e completamente sofrimentos negativos associados a conflitos ou outros eventos negativos do organismo.

Os 7 Estágios

1. Gatilho
2. Identificar o gatilho através da raiva
3. Projeção e acusação (culpar).
4. Expressar e liberar raiva e dor
5. Procurar e encontrar o espelho
6. Possuir o espelho
7. Limpar o espelho

1. Gatilho

Um gatilho acontece quando alguém viola um acordo ou ultrapassa um limite.

2. Identificando um gatilho através da raiva.

Uma vez apertado o gatilho, você reage com raiva ou, se não raiva, no mínimo, com um sentimento que alguma coisa não está certa.

Nota: Muitas pessoas ficam paralisadas aqui porque aprenderam a reprimir sua raiva imediatamente quando ela ocorre. Um exemplo seria dizer a si mesmo,"Oh, não vale a pena se incomodar com isto."

3. Projeção e acusação (culpar).

Se você está com raiva, a próxima coisa que faz é culpar alguém por isto. Chamamos isto de "projeção" porque você está colocando a culpa de sua dor em alguém mais.

Nota: Muitas pessoas projetam e culpam mas não ultrapassam este ponto e expressam isto para a pessoa com quem estão aborrecidas.

4. Expressar e liberar raiva e dor

Este é o passo em que você expressa sua indignação contra o acusado. Expressar pode assumir várias formas, dependendo da intensidade da violação e do gatilho. Violações brandas podem requerer apenas que se fale sobre o assunto. Grandes violações podem requerer falar-se sobre elas e alguns xingamentos para aliviar a dor e assim por diante.

Nota: Muitas pessoas param imediatamente após este passo porque elas acreditam que não se sentirão confortáveis e/ou elas não têm o direito de expressar sua raiva. Neste caso, sobrevém o comportamento passivo/agressivo, porque a raiva precisa ser liberada.

5. Procurar e encontrar o espelho

Uma vez a raiva tenha sido expressada, a lógica pode voltar. Agora, e apenas agora, você pode começar a descobrir como a situação foi co-criada por você. Começando com o Passo 1 até o 3 da Fórmula da Compaixão você busca pela lição, contrato ou assunto que a outra pessoa está desempenhando.

Dica: Se você não for capaz de falar com seus guias para obter a informação necessária para encontrar o espelho, tente começar com o *Passo 4 da Fórmula. Pergunte-se, "Que medo a outra pessoa está expressando através de seu comportamento?" Uma vez você tenha percebido que medo é, pergunte então, "Que crença está desencadeando este medo?" Fazendo isto, você está traçando seu caminho de retorno para a crença que é a raiz de seu comportamento. Mantenha em mente esta regra. Crenças criam medos que interferem em nosso comportamento.

6. Possuir o espelho

O Passo 4 da Fórmula da Compaixão, é onde você reconhece o aspecto seu que a outra pessoa está refletindo de volta para você. É sempre um comportamento motivado pelo medo. No mesmo momento do reconhecimento, você será capaz também de perceber que você fez a mesma coisa que vem julgando aquela pessoa por fazer. Se você enxergar isto verdadeiramente, a raiva e a dor se transformarão rapidamente em empatia e tristeza porque você entende, de imediato, o medo que leva a ambos a ter aquele comportamento.

Nota: Você pode já ter completado este passo se usou a dica colocada no Passo 5.

7. Limpar o espelho

Os Passos de 5 a 9 da Formula da Compaixão são completados nesta fase.

Agora que você descobriu o medo que motivou seu comportamento, o próximo passo é perguntar-se, "Que crença disparou o gatilho deste comportamento?" Geralmente isto é uma crença profunda tal como, "Eu preciso ser perfeita a fim de ter o direito de existir." Uma vez tenha encontrado esta crença, agora você tem o dom; o reconhecimento da crença e a oportunidade de mudá-la.

Neste ponto acontece uma mudança súbita em seu corpo. A empatia e tristeza transformam-se em incrível apreciação e gratidão pela outra pessoa pois toda a raiva, dor e culpa são transmutadas. Neste momento você libera a outra pessoa total e completamente. Você então perdoa e valida o sofrimento da outra pessoa.

Passo 9 da Fórmula da Compaixão: Seu único pensamento agora é como agradecer a outra pessoa pela dádiva. Você faz isto agradecendo-lhe com um coração cheio de apreciação e gratidão. Elas sentirão isto. Uma vez completado, você limpou o espelho. O conflito passou e paz, amor e harmonia se reestabelecem. Mas há uma compensação ainda maior, cada parte sente um enorme grau de confiança no relacionamento porque sabem que quando o conflito surge, cada parte fica para resolvê-lo e não foge.

Jelaila Starr

Conselho Nibiruano

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Oprimir... ou ser oprimido...

:: Eraldo Manfredi ::

O Famoso “Analfabetismo emocional”

Foi Daniel Goleman que introduziu esta famosa designação (Analfabetismo emocional), em seu livro Inteligência Emocional, um best seller do fim do século passado...

Sabemos muito pouco acerca das emoções, visto que em nossa cultura extremamente dogmatica, machista e materialista pouco se fala ou se conhece sobre este ponto fundamental que pode nos escravizar, machucar e nos tornar pessoas infelizes e até fisicamente doentes... até a morte.

O aspecto emocional é algo que interpenetra todos os campos de nossa vida, seja no ambito familiar, no profissional, sem contar o principal que envolve os relacionamentos afetivos entre homem e mulher, chegando ao cúmulo de interferir negativamente até nos momentos de lazer e relaxamento, esferas essas que antigamente pouco eram estudadas e compreendidas e somente há pouco tempo tem mostrando sua poderosa importancia e seu enorme potencial de destruição (ou auto-destruição?), em todos os setores da vida das pessoas.

Estamos todos a par da cotação do dólar, dos acontecimentos da novela, dos índices de desemprego, da divida externa, das ações cotadas em bolsa que a vizinha tem, das fofocas cada vez mais sem conteúdo da rede de TV e da mídia em geral. Sabemos dos próximos prováveis atentados do Osama Bin Laden e da eleição para Governador da Califórnia daquele ator de que ninguém sabe escrever o nome (Nem nos Estados Unidos), mas pouco sabemos sobre como deveria funcionar nossa vida afetiva e emocional. Estamos presos ainda a conceitos ultrapassados e arcaicos estabelecidos por seres tacanhos, (mas muito expertos) e que somente queriam (e se deixarmos ainda chegam lá), nos enquadrar e manipular dentro de padrões de controle, julgando sermos meros robôs, ou melhor, iguais a um rebanho de mansas ovelhas obedientes ao pastor e aos cachorros, tudo em nome dos títulos e predicados do dono da terra.
Nada deve tirar o foco dos poderosos de seu objetivo principal que é o de submeter a maioria aos seus interesses politicos e de “mercado”.

Isso vale para ricos e pobres, letrados ou não, bonitos ou feios, pessoas de fé ou ateus... Sabemos contar nossos bens materiais mas não sabemos as simples causas que estão por trás do medo de uma pobre barata! Um ser minúsculo e inofensivo que pode ser facilmente eliminado nos embates do dia-a-dia. (Principalmente depois que foi inventado o inseticida)!

E o que fazer para sair deste analfabetismo e ignorância que nos bloqueiam na evolução como seres humanos e espirituais? Não será necessário começar a fazer finalmente uma ponte preciosa entre a razão e o coração?

Para os "Analfabetos emocionais" existem somente dois caminhos:
Oprimir ou ser oprimido!
Mas isso causa danos infinitos, que nos perturbarão por vidas a fio, principalmente nos relacionamentos amorosos, com conflitos ferozes ou submissões vexatórias, com absoluta incapacidade de gerenciar qualquer situação, visto que os preceitos a serem obedecidos são furados e totalmente obsoletos.

Imagine este fato corriqueiro e comum...
Se dá quando, na hora de sair para ir a uma festa ou um evento de lazer, a mulher se produz de forma adequada à sua personalidade e o marido, ao constatar que ela ficou muito mais atraente, a obriga, impondo sua vontade, a se trocar para não sair se parecendo com uma mulher que pertença (no pensamento dele), àquela famosa, milenar e pouco entendida “categoria” de mulheres.

Caso ela não concorde, haverá um embate entre dois opressores, mas se um dos dois porventura ceder, os papeis serão muito claros: opressor(a) x oprimido(a).
O que teria sido bom para o marido em questão?
Expressar sua verdadeira emoção e traduzir tudo que tinha falado para: “Você está muito linda e atraente, minha insegurança é muito grande e se converteu em ciúme impossível de suportar. E está me fazendo mal”.
Não teria sido muito melhor dizer a verdade?

Mas não será que a mulher também está agindo desta maneira por causa da sua ignorância emocional que a obriga a se produzir desta maneira para se sentir “segura” e admirada?

O caminho de salvação passa pelo autoconhecimento, que será o primeiro e fundamental passo. Somos todos seres especiais e únicos, com virtudes e dons que permitem a cada indivíduo um pleno desenvolvimento de sua missão de vida e a manifestação de sua potencialidade.
Passo a passo esta pessoa - já mais consciente das leis da vida - aprende a compreender, aceitar as pessoas como elas são e a confiar nelas e em si própria.
Parece que vale ainda – e muito – o preceito que sempre são os outros que devem mudar, mas ninguem quer mudar a si mesmo...

Durante tantos e tantos anos de atendimento, as principais causas do analfabetismo emocional que constatei tem sido: (Veja aqui o “Pai Nosso” dos analfabetos emocionais)...

A baixa auto-estima.
O compromisso de amar e ser amada intensamente, e até a morte...
O compromisso ou a pena com o sofrimento alheio.
A obediência irrestrita às leis religiosas e às normas da sociedade.
Os conceitos e preconceitos estabelecidos por pessoas de fora.
O compromisso com a imagem estabelecida. (As mascaras).
As feridas da infância.
Sentimentos de culpa.
Orgulho.
A superficialidade, junto de um materialismo exagerado.
A ganância que obriga a massacrar os sentimentos alheios.
A imaturidade (comportamentos infantis).
O mimo por parte de pais superprotetores.
Os complexos de inferioridade.
E, principalmente, a dificuldade de expressar as verdadeiras emoções e sentimentos

Vamos agora passar uma mensagem de esperança, sobretudo aos leitores assíduos deste site, que trata de curar justamente estas feridas e transmutar a sombra em Luz.
Sugerimos este autoperdão, que poderá ser realizado durante uma semana, ao acordar e ao deitar:

"Peço perdão a mim mesma(o) por tudo que a dificuldade de expressar meus sentimentos tem me causado durante esta ou outras vidas, e também me perdôo por tudo que a dificuldade de expressar meus sentimentos me causou e peço perdão a todos aqueles que esta minha dificuldade tem prejudicado.

Neste momento quero tirar a venda que me impede de acessar minha verdadeira natureza emocional, sem mascaras impostas por mim ou por outros e com isso fazer que nos tornemos todos livres.

Estamos todos envoltos pela energia do Amor Incondicional e quero que todas as energias voltem ao lugar de onde se originaram".

Estou enviando a mim e todos que fazem parte de minha vida muito Amor.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Tá doendo?!? Então, solta!

:: Rosana Braga ::

Sabe quando você vive uma situação difícil, angustiante e que te incomoda? Quando você não sabe o que dizer, o que fazer ou como agir para que a dor passe ou ao menos diminua?

Pois vou te contar o que tenho descoberto, por experiência própria! Em primeiro lugar, observe a situação toda e, sobretudo, observe a si mesmo e os seus comportamentos.

Errou? Tente consertar e, de qualquer modo, peça desculpas!
Fez ou falou o que não devia? Explique-se, seja sincero, não tente esconder seu engano ou fingir que nada aconteceu... Valide a dor do outro, sempre.
Ta difícil conseguir uma nova chance? Dê um tempo. Espere... Às vezes, algumas noites bem dormidas e alguns dias sem a imposição de sua presença ou a insistência de suas tentativas são preponderantes para que os sentimentos bons sejam resgatados e para que um coração possa ser reconquistado.

Por fim, fez tudo isso e não deu certo? Não rolou? A pessoa até te perdoou, mas a massa desandou, a história se perdeu, os desejos esfriaram?!?

Você se sente inconformado, esmagado pelo arrependimento, atordoado pela tristeza do que poderia ter sido e não foi? Tem a sensação de que estragou tudo? Não sabe mais o que fazer para parar de doer? Acredite, só tem um jeito: solta!

A dor é conseqüência de um apego inútil! Deixa ir... Deixa rolar... Se você já fez o que podia fazer, tentou e não deu, confie na vida, confie no Universo e siga em frente. Pare de se lamentar, pare de se debater e de se perder cada vez mais, e tenha a certeza absoluta de que o que tiver de ser, será!

Quando essa certeza chega, é impressionante: a gente simplesmente relaxa e solta! E quando solta, a dor começa a diminuir, e a gente começa a compreender que está tudo certo, mesmo quando não temos a menor idéia de que "certo" é esse. Mas quando menos esperamos, tudo fica absolutamente claro!

Não se trata de desistir, mas de confiar! Isso é o que se chama "FÉ"! Isso é o que desejo a mim e a você, quando algo estiver doendo em nós...

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

O poder da auto-estima

(Fernanda Lopes de Luzia)

É comum encontrarmos muitos livros nos dias de hoje que enfatizam a auto-estima.
O assunto está cada vez mais em pauta.
É notada uma urgência na conscientização para que as pessoas reaproximem-se delas mesmas, aprendam a viver com mais equilíbrio, afetando a si e àqueles com quem convivem.
São oferecidas inúmeras ferramentas para que essa conscientização comece a implantar seus efeitos. Informações acessíveis em todos os meios de comunicação, terapias de todo gênero, produtos na área estética e alimentar, dentre tantos outros.
Não podemos negar de que temos acesso às informações de que necessitamos para começar a refletir sobre o que andamos fazendo de nossa própria vida... para onde estamos conduzindo nosso corpo, nossa mente e emoções?
Por vezes adotamos um ritmo acelerado de vida, que não nos permite tempo para olharmos para nós. Olharmos verdadeiramente, não de forma superficial, como por vezes fazemos.
E onde, eu pergunto, entra a auto-sabotagem nesse processo?
Em que ocasião, nossos conjuntos de crenças nos permitiram escolher um método de vida opressivo e de negação às nossas principais necessidades?
Você já parou para notar quais são suas verdadeiras necessidades e se elas vêm sido atendidas? Ou você tem vivido sua trajetória como um verdadeiro mártir, realizando os desejos dos outros e negando àqueles que vêm ao seu coração?
Exercitar a auto-estima é prática diária.
Entre em contato com os sinais que seu corpo, sua mente e coração têm tentado lhe passar há tanto tempo.
Pergunte-se:
- Como anda sua saúde, seu sono, seu prazer na vida?
- O que é necessário mudar para entregar mais leveza ao seu cotidiano? A que crenças, você ainda continua apegado, que não lhe permite relaxar?
- O que é necessário para relacionar-se melhor com o meio em que vive?
- Se você anda projetando suas carências de afeto consigo mesmo para aqueles que fazem parte de seu ciclo social?

Largando as culpas

É importante paramos de culpar e transferir responsabilidades para as nossos chefes, familiares ou amigos por tudo o que nos aconteceu e acontece na vida. E oviamente: pararmos de nos culpar, pegar leve conosco quando algo não vai bem!
O vitimismo das pessoas é muito grande, a maior parte têm uma lista de queixas e as relata com muita ênfase e "valor".
São capazes de chorar suas dores desde a infância novamente e não são capazes por vezes de sozinhos, largarem seus conjuntos de crenças e memórias tristes do passado. Ficaram apegados literalmente à elas.
O passado como o prório nome diz já passou. É preciso focar os olhos no momento de agora, saber que crenças podem ser destituídas e constituídas a cada momento e que é perciso definir um novo projeto de vida, um projeto que nos traga saúde, equilíbrio e paz. Sabermos que é somente dessa forma que também nosso relacionamento com o mundo melhora, pois estamos dando "atenção" a nós mesmos, percebendo nossas insuficiências e preenchendo a cada uma delas, para que de forma total conosco, sejamos também "totais" com os outros.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

O mundo é dos gafanhotos! Encontrando o seu verdadeiro dom.

por Andrea Pavlovitsch

Estava, ainda outro dia, conversando com uma amiga que não sabia o que fazer da vida profissionalmente. Ela gostava de algumas coisas, mas achava que nunca dariam dinheiro ou seria difícil arrumar um emprego naquilo (como repórter de TV, por exemplo). Então, foi ficando no emprego, que ela não gosta nem desgosta. Essa conversa me fez pensar que, poxa, todas as pessoas deveriam fazer somente o que gostam, não acham?

Eu mesmo estava pensando errado. Eu precisava fazer exercícios físicos, mas odeio academia. Matriculei-me em uma e fui pouquíssimas vezes (mas, claro, paguei o ano inteiro). Fiquei pensando que deveria ser uma obrigação ir à academia e cuidar do meu corpo (já que todos os médicos, fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas vivem falando isso na TV). E fiz uma besteira, porque escolhi algo que eu não queria e paguei (literalmente) por isso.

Afinal de contas, por que nos forçamos a fazer o que não queremos ou não fazemos simplesmente o que nos dá realmente prazer? No caso da academia, sinceramente, eu achava que tinha que fazer porque não existia nada de físico que fosse me dar algum prazer. Até que descobri a biodança. Já na primeira aula fiquei me perguntando por que não havia feito aquilo antes e ficava pensando que quando acabasse eu queria fazer tudo de novo. É maravilhoso porque é dançar e eu amo dançar; assim, arrumei um exercício físico que adoro e o faço com o maior tesão.

Conheço outro amigo que quando foi prestar vestibular decidiu fazer biologia. Sabem por quê? Porque ele adorava os gafanhotos e queria estudá-los. Eu morri de rir quando o ouvi falando aquilo e pensei, no auge dos meus 18 anos, que o coitado iria morrer de fome. Pois é, hoje ele é especialista e doutor em “gafanhotos” e é disputado por entender de gafanhotos e das pragas nas lavouras. Ele fez o que quis e seguiu 100% seu coração sem pensar que poderia dar errado.

Então, por que, diabos, ainda acreditamos nessas crenças? Muitas vezes não saímos do lugar por medo. Medo de errar, de dar errado. Medo, principalmente, do que os outros vão falar quando der errado. Do que aquele seu cunhado que você nunca foi com a cara vai rir e falar quando perceber que você se ferrou porque largou o mestrado pra fazer bijuteria. Não fazemos, não porque não queremos, mas porque não acreditamos. Não acreditamos que exista a possibilidade de ter prazer no trabalho, seja lá o que for. Acreditamos que “oportunidades” são coisas mágicas que os outros devem dar pra gente, quando é a gente que deve correr, que nem doido, atrás delas.

O mundo está cheio, lotado de exemplos de pessoas que seguiram sua intuição e seu coração e são donos de impérios. O dono da Mormai, famosa marca de roupas para surf, era um surfista que precisava de alguma coisa para esquentá-lo nos mares gelados do sul do Brasil. As roupas que ele inventou despretensiosamente no quintal de casa (literalmente) vendem no mundo todo e ele está milionário. O dono da Honda inventou a motocicleta porque no período da guerra não existiam outras possibilidades de ir buscar comida na cidade. E assim as pessoas se adaptam e correm atrás daquilo em que acreditam, por mais que os outros a chamem de malucas.

Eu mesma larguei uma profissão de redatora publicitária e fui fazer psicologia porque descobri mais tarde minha verdadeira paixão. E isso não quer dizer que fracassei na primeira profissão, mas que queria e precisava seguir outra coisa que meu coração mandava muito mais.

Não importa se você é faxineira, pedreiro, trabalha em qualquer coisa que pense que não é bom o suficiente pra você. Não interessa que você tenha um quadrilhão de responsabilidades financeiras, sempre dá pra fazer alguma coisa. Talvez não seja o melhor ler este texto, largar tudo e virar bailarina clássica aos 54 anos. Mas dá pra fazer dança de salão ou biodança e matar as bichas. Talvez não dê pra ir pras olimpíadas, mas pode-se sempre participar de competições para a sua faixa etária e de resistência física, por exemplo. Todos têm limitações, mas os verdadeiros heróis são aqueles que passam por cima delas. Não quem teve tudo na mão, todas as chances e oportunidades e aproveitou (e às vezes não aproveita nada).

Então, que tal ir atrás dos seus gafanhotos? Aquela coisa que você ama, que você adora e que a faria tão feliz que acordar bem cedo seria a coisa mais simples do mundo. Ache seu gafanhoto e o adapte à sua vida. Procure um novo trabalho. Abra um negócio. Aprenda mais, estude ou simplesmente faça aquilo como um delicioso hobby. O importante é deixar sair de dentro de você aquilo que são os verdadeiros dons. Aquilo que vem lá do fundo da sua alma e que, sem eles, dá um vazio ruim, uma falta. Medo é natural. Orgulho também. Mas podemos e devemos ser mais fortes do que isso. Mais fortes do que a opinião dos outros e da sociedade. E deixe te chamarem de louca, de maluco. Eu, ainda hoje, acho que é o maior elogio que um ser humano faz a outro. Afinal de contas, todos os malucos que eu conheço são pessoas muito, muitos felizes!

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Aprenda a ser paciente (Osho)

O mestre Lu-Tzu diz: "O seu trabalho gradualmente se tornará concentrado e maduro."
"O caminho do Tao não é o da iluminação repentina. Ele não é como o Zen. Zen é iluminação repentina, Tao é crescimento gradual. O Tao não acredita em mudanças repentinas e abruptas. O Tao acredita em respeitar o ritmo da existência, permitindo que as coisas aconteçam por elas mesmas, sem forçar o seu caminho, sem forçar o curso do rio. O Tao diz: não há necessidade de estar com pressa porque a eternidade está disponível para você. Plante as sementes no tempo certo e espere; a primavera virá; ela sempre vem. E quando a primavera vier, as flores aparecerão. Mas espere, não tenha pressa.
Não comece a puxar a árvore para cima, para que ela possa crescer mais rápido. Não tenha esse tipo de mente que pede para que tudo seja como café instantâneo. Aprenda a esperar, porque a natureza tem um movimento muito vagaroso. É devido a esse movimento vagaroso que existe graça na natureza. A natureza é muito feminina, ela se movimenta como uma mulher. Ela não corre nem fica apressada. Ela vai muito devagar, uma música silenciosa. Existe grande paciência na natureza e o Tao acredita no caminho da natureza. 'Tao' significa exatamente natureza. Assim o Tao nunca está com pressa; isto tem que ser entendido.
O ensinamento fundamental do Tao é: aprenda a ser paciente. Se você puder esperar infinitamente, a iluminação pode mesmo acontecer instantaneamente. Mas você não deve pedir para que ela aconteça instantaneamente: se você pedir, pode ser que nunca aconteça. O seu próprio pedido se tornará um obstáculo. O seu próprio desejo criará uma distância entre você e a natureza. Permaneça em sintonia com a natureza, deixe que a natureza tenha o seu próprio curso; e sempre que ela vem, ela é boa; sempre que ela vem, ela é rápida. Mesmo que ela demore séculos para chegar, ainda assim ela não está atrasada; ela nunca está atrasada. Ela sempre chega no momento certo.
O Tao acredita que tudo acontece quando é necessário; quando o discípulo está pronto, o Mestre aparece. Quando o discípulo está finalmente pronto, Deus aparece. O seu valor, o seu vazio, a sua receptividade, a sua passividade tornam isto possível; não a sua pressa, não a sua correria, não a sua atitude agressiva. Lembre-se: a verdade não pode ser conquistada. É preciso entregar-se à verdade, é preciso ser conquistado pela verdade.
Mas toda a nossa educação, em todos os países, ao longo dos séculos tem sido de agressividade e de ambição. Nós tornamos as pessoas muito rápidas. Nós as tornamos muito medrosas. Nós lhe dizemos: 'tempo é dinheiro e é muito precioso. Se o tempo for perdido uma vez, ele ficará perdido para sempre, por isso corra; tenha pressa.'
Isto tem levado as pessoas à loucura. Elas correm de um ponto a outro; elas nunca curtem lugar algum. Elas correm ao redor do mundo de um hotel intercontinental a outro hotel intercontinental. E eles são todos iguais, não há diferença, esteja você em Tóquio, em Mumbai, em Nova York ou em Paris. Esses hotéis intercontinental são todos iguais, e as pessoas continuam correndo de um para o outro, pensando que elas estão viajando através do mundo. Elas poderiam ter se hospedado em apenas um hotel intercontinental e não haveria necessidade de ir a nenhum outro mais. Todos eles são iguais. E elas pensam que estão indo a algum outro lugar. A rapidez está tornando as pessoas neuróticas.
O Tao é o caminho da natureza, do jeito que as árvores crescem e os rios correm e os pássaros e as crianças... exatamente do mesmo jeito crescemos para Deus.
Não tenha pressa e não se desespere. Se você fracassar hoje, não perca as esperanças. Se você fracassar hoje, isto é natural. Se você continuar fracassando por alguns dias, isto é natural.
As pessoas têm tanto medo de fracassar que, devido a este medo, elas nunca arriscam fazer tentativas. Existem muitas pessoas que nunca se apaixonaram porque elas têm medo. Quem sabe? Elas podem ser rejeitadas, por isso elas decidiram permanecer sem amar, assim ninguém jamais as rejeitará. As pessoas têm tanto medo de fracassar que elas nunca tentam qualquer coisa nova. Quem sabe? Se elas fracassarem, o que poderá ocorrer?
E naturalmente, para se movimentar no mundo interior, você terá que fracassar muitas vezes, porque você nunca se movimentou ali antes. Toda a sua habilidade e eficiência têm sido nos movimentos externos, na extroversão. Você não sabe como se movimentar internamente. As pessoas escutam as palavras 'movimente-se internamente, vá para dentro', mas isso não faz muito sentido para elas. Tudo o que elas sabem é como ir para fora, é como ir para o outro. Elas não conhecem qualquer caminho de volta para si mesmas. Por causa dos seus velhos hábitos, é muito provável que você fracasse muitas vezes. Não perca as esperanças. A maturidade chega vagarosamente. É certo que ela chega, mas isto leva um tempo. E lembre-se: para cada pessoa ela chegará num ritmo diferente, por isso não compare, não comece a pensar: 'alguém está se tornando tão silencioso, e tão feliz, e eu ainda não alcancei isto. O que está acontecendo comigo?' Não se compare com quem quer que seja, porque cada um viveu de uma maneira diferente em suas vidas passadas. Mesmo nesta vida, as pessoas têm vivido diferentemente. Por exemplo, um poeta pode ter mais facilidade em ir para dentro que um cientista; seus treinamentos são diferentes. Todo o treinamento científico é para ser objetivo, para se preocupar com o objeto, para observar o objeto, para esquecer a subjetividade. Para ser um cientista é preciso colocar-se completamente ausente do seu experimento. Ele não pode estar envolvido no experimento, não pode haver qualquer envolvimento emocional. É preciso estar completamente desapegado, como um computador. Ele não deve ser um humano, de jeito algum. Só assim ele será um verdadeiro cientista e será bem sucedido na ciência.
Um poeta tem uma habilidade totalmente diferente, ele fica envolvido. Quando ele observa uma flor, ele começa a dançar ao redor dela. Ele participa, ele não é um observador desapegado. Um dançarino pode vivenciar isto ainda com mais facilidade porque ele e a sua dança são apenas um e a dança é tão interna que o dançarino pode movimentar-se em seu espaço interior mais facilmente. Então, nas velhas e misteriosas escolas de mistérios do mundo, a dança era um dos métodos secretos. A dança era o fenômeno mais religioso, mas ela perdeu o seu significado tão completamente que ela quase caiu na polaridade oposta. Ela tornou-se um fenômeno sexual; a dança perdeu a sua dimensão espiritual. Mas lembre-se, tudo o que é espiritual, se fracassar, pode se tornar sexual; e tudo o que é sexual, se elevar-se, pode se tornar espiritual. Espiritualidade e sexualidade são irmãs gêmeas. Um músico pode ter mais facilidade que um matemático para entrar na meditação. Vocês têm habilidades diferentes, mentes diferentes e condicionamentos diferentes.
Por exemplo, um cristão pode ter mais dificuldade para meditar que um budista, porque com vinte e cinco séculos de meditação constante, o budismo criou uma certa qualidade em seus seguidores. Assim, quando um budista vem a mim, ele pode entrar em meditação muito facilmente. Quando um cristão vem, a meditação lhe é muito estranha, porque o cristianismo esqueceu-se completamente da meditação; ele só conhece prece.
A prece é um fenômeno totalmente diferente. Na prece, é necessário o outro; ela nunca pode ser independente. A prece é mais como o amor: ela é um diálogo. A meditação não é um diálogo; ela não é como o amor; ela é exatamente o oposto ao amor. Na meditação você fica totalmente só, nenhum lugar para ir, ninguém com quem se relacionar, nenhum diálogo, porque o outro não existe.Você é simplesmente você mesmo, totalmente você. Esta é uma abordagem completamente diferente.
Assim, tudo depende de suas habilidades, de sua mente, de seu condicionamento, de sua educação, da religião na qual você foi criado, dos livros que tem lido, das pessoas com as quais tem vivido, da vibração que criou dentro de si mesmo. Tudo dependerá de mil e uma coisas, mas é certo que ela chegará. Tudo que se precisa é paciência, trabalho silencioso, trabalho paciente e o centramento acontece e a maturidade chega. Na verdade, a pessoa madura e a pessoa centrada são apenas dois aspectos de um mesmo fenômeno. É por isto que a criança não consegue estar centrada, elas estão constantemente se movimentando, elas não conseguem ficar em um ponto, fixas. Tudo as atrai - um carro que passa, um pássaro que canta, o riso de alguém, o rádio do vizinho, uma borboleta voando - tudo, o mundo inteiro lhe atrai. Elas simplesmente pulam de uma coisa para outra. Elas não conseguem estar centradas, elas não conseguem viver com uma coisa tão totalmente que tudo o mais desapareça e se torne não-existencial.
Com a maturidade, o centramento surge. Maturidade e centramento são dois nomes para uma mesma coisa. Mas a primeira coisa a ser lembrada é que ela chega gradualmente. Não compare e não tenha pressa."

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Chegou a hora de decidir: Mudar ou ficar na mesma

Estamos vivendo uma época bastante estranha. Muitas pessoas sentem desânimo, frustração e não encontram muito significado em alguns acontecimentos do mundo. Outras sentem uma diminuição de energia e até mesmo da saúde. O que está acontecendo?

Não dá mais par fazer de conta que não está acontecendo nada. Até mesmo o planeta está mostrando mudanças sérias na sua natureza e, consequentemente, vai nos obrigar a mudar a forma de como entendemos a palavra "evolução". Na verdade, a Terra está se preparando pra uma nova forma, ou melhor, uma nova freqüência. E o que é exatamente isso? Nada mais é que um novo estilo de vida que nos obrigará a sermos mais cooperativos. Ou mais amorosos, que significa praticamente a mesma coisa.

A escolha é simples: vou continuar sendo mais materialista ou mais espiritual?

Chegou a hora de decidir. Pequenas mudanças vão começar a acontecer para estimular essa decisão, motivando as massas a escolherem um novo tipo de vida. Pense um pouco no sistema monetário de hoje, que privilegia a muito poucos. Você já deve saber, por exemplo, que o poder do dinheiro está nas mãos dos banqueiros. Nos últimos 10 anos, muitas pessoas começaram a descobrir que isso tudo está errado. Foi aí que muitos quiseram literalmente sair do sistema, o que visualizamos no movimento hippie.

Os valores atuais, baseados somente no lucro, vão mudar. Mas a mudança só ocorrerá quando uma grande quantidade de pessoas despertar.

Por isso a importância -agora-, da decisão.

É difícil reclamar de tudo isso. Mas é mais difícil ainda criar um novo sistema.
Entretanto, se você se conectar com a sua consciência superior (coração), pode perfeitamente viver a sua vida de acordo com o que acredita que é certo. Se emprestar dinheiro, pense na real importância de cobrar juros. Algumas pessoas cobram juros de seus próprios amigos! De qualquer forma, não deixe que o mundo mude você. Você também não precisa mudar o mundo. Você não precisa de sucesso. Precisa ser fiel a você mesmo. Fiel a quem você é. E não ser um robô do sistema. Faça o que seu coração manda. Seja fiel ao amor.

Nesse ponto fica uma pergunta: qual a diferença entre ilusão e realidade?
Se você não experimentar amor, você experimenta a ilusão.

A vida não é complicada. A mente é que complica tudo. Por isso é preciso aprender a equilibrar as energias. Primeiro, lembre-se que quando você tem consciência o tempo todo de como você se expressa, há equilíbrio. Se ninguém resistir á você, ou seja, se você expressa luz, há impacto em todos ao seu redor. Se você encontrar alguém com pouco entendimento, diminua um pouco a sua luz para não assustar o outro. É preciso eliminar a mania que muitos têm de viver em competição. Permita que as coisas venham para você como elas são, assim você equilibra naturalmente as suas energias. Permita que as pessoas sejam como elas são. Cada momento é novo. E durante esse momento nós precisamos ficar sensíveis e sem vontade de controlar.

É preciso definir melhor o que você quer da vida. É preciso mais foco.
A propósito, os relacionamentos são chaves para o despertar.
E -para terminar-, anote: sem confiança não há luz. Sem luz, não há vida.

Robert Happé
Autor do livro "Consciência é a resposta"

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Viva o Presente

(Monja Coen)

Uma vez um jovem que havia mudado de emprego muitas vezes veio me visitar, e me contou seus sonhos. Ele queria ser isto e ele queria aquilo. É bom ter sonhos sobre o futuro. Você pode ir além dos seus limites e conseguir mais. Mas não é sábio esquecer que, embora uma visão do futuro seja necessária para colocar você no caminho agora, se você mantiver seus olhos focados no horizonte muito adiante, você não verá o buraco aos seus pés. E você cairá de costas sem ter para onde ir. Se os seus sonhos vão ser apenas sonhos ou se os sonhos se tornarão realidade, depende de como você está vivendo agora.
Mestre Dôgen (1200-1253) expressou iluminação com esta frase: "O desabrochar da ameixeira é a primavera". Mais tarde essas pétalas caem no chão. Se a maneira na qual vivemos nos dá a alegria da primavera também pode levar embora a alegria da primavera e trazer a dureza do inverno. Mesmo que o grande caminho da vida se abra à nossa frente, a nossa maneira de viver pode não usar as oportunidades. Por outro lado, um grande portão de aço, sem nenhum sinal de abertura, pode abrir-se de par em par devido a algum esforço que hoje fazemos. As pessoas cujas vidas têm sido infelizes ou cheias de atos vergonhosos geralmente ficam esmagadas pelo grande peso do seu passado e é difícil para elas recomeçarem. Mas não são os erros que arruínam uma pessoa, é o constante pensar sobre eles. Seja quão maravilhosa tenha sido sua vida no passado, quando o presente não é bom, simplesmente não é bom. E também é verdadeiro que seja quão infeliz ou vergonhosa sua vida tenha sido no passado, se você está bem agora, você está bem. Se você se desanima por causa dos enganos passados, isto, na verdade, depende de sua atitude atual em relação a eles. Você tem que aceitar que o seu passado fez o que você é, mas não determina como viver o presente. Assim não existe realmente uma má experiência. É importante ser capaz de aceitar essas experiências como valiosas, digeri-las para que se tornem alimento do presente. Se pessoas de muita idade ou doentes com pouca esperança no futuro compararem sua fragilidade presente com o vigor de sua juventude, apenas se tornariam mais frágeis, tristes. Não é sábio comparar.

De Shundo Ayoama, trecho do texto " Beleza da Transciência ", publicado na revista Dharma World da Kosei Publishing Co. em 1995.